quarta-feira, 27 de junho de 2012

Isidis Navigium - Festival das Luzes de Aset


O Festival da Ploiafésia, ou Isidis Navigium, era celebrado no primeiro fim de semana de março por devotos de Isis na Grécia Antiga, em Roma e na Turquia. Para os Keméticos (antigos egípcios), era celebrado dez dias após o solstício de verão do hemisfério norte. Este Festival incluía dança, banquete e procissões, pedindo as bênçãos da Deusa para os navios e para as jornadas. Também acredita-se que o lançamento do barco no mar representava a busca de Aset por Wesir, e o barco no qual Ela trouxe seu corpo.

Guiando a procissão Greco-Romana, ficavam magistrados, gladiadores, filósofos e homens de vestido, peruca e sandálias. Animais exóticos acompanhavam seus donos. Depois deles, vinham as mulheres em vestidos brancos, jogando flores enquanto caminhavam. Elas levavam também espelhos e pentes, para ornamentar a Deusa. Outros perfumavam o caminho com óleos essenciais. Homens e mulheres carregavam vários tipos de iluminação – tochas, lamparinas, velas. Havia também cantores e músicos com suas flautas. Depois, vinham os iniciados em seus robes brancos – mulheres com seus véus e homens com barbas feitas e cabelos tonsurados. Podia-se ouvir o tilintar do sistro. Depois, vinham os sacerdotes com as representações de Isis e Sérapis, e também altares em miniatura. Anúbis também estava lá.

Durante alguns festivais, as pessoas paravam para cantar hinos à Deusa. A Alta Sacerdotisa segurava uma tocha, um ovo e enxofre, com que ela limpava o recipiente antes de recitar mais orações para dedicar o navio cheio de oferendas a Aset.

Libações de leite eram feitas, e o navio era levado pela água. Mais orações eram feitas e a fórmula encerrava: “o navio foi embora”. Antes de irem embora, as pessoas beijavam os pés da estátua prateada de Isis que estava nas escadas do Templo.

Este ritual foi feito anualmente até que o século IV, quando o cristianismo foi declarado religião oficial do Império Romano. Daí em diante, o Navigium Isidis tornou-se uma prática proibida, mas foi mantida clandestinamente até ser incorporada pela Igreja Católica Romana na Idade Média. O festival foi adaptado e chamado de Carnis Valles, que deu origem ao Carnaval como conhecemos hoje.

Mesmo proibido, o Festival das Luzes de Aset nunca deixou de ser celebrado, tendo pelo menos 4 mil anos de egrégora. A Deusa, com sua esperteza, deu um jeito de ser celebrada com adaptações em culturas diferentes pelo tempo e pelo espaço. Há evidências de sua celebração em Paris, na Turquia e na Alemanha; há vestígios do ritual em rituais como a Bênção da Frota e o Banquete de Santa Ágata na Sicília. Até mesmo os muçulmanos, no segundo dia do banquete de Eid el Adha, embarcam em navios e saem pelas águas, lembrando o Festival da Ploiafésia.

Hoje em dia, não é muito fácil reunir uma procissão para celebrar o Festival, mas existem formas de honrarmos a Deusa nessa data. O festival é celebrado pelo ato de colocar velas em barcos e levar estes barcos para um rio, mar, lago ou outro corpo de água. Eles são entregues a Aset com pedidos e/ou agradecimentos. Inicialmente eram feitos barcos de papel ou madeira, mas a preocupação com o meio ambiente nos levou a buscar outros meios que não deixassem resíduos. Podem ser feitos barquinhos de gelo, de bolacha água e sal, ou de fibra de coco. Velinhas de aniversário, daquelas pequenas, substituem tochas e outras velas maiores que poluem mais o ambiente.

Este ano, o solstício de inverno foi no dia 20/06, por isso, celebraremos o Isidis Navigium no dia 30/06/12.

Se você não puder levar um barco com uma vela para algum fluxo ou corpo de água (isso pode ser feito também em piscinas e banheiras), acenda todas as luzes de sua casa por duas horas em homenagem a Aset. Faça uma prece de agradecimento pelas dádivas recebidas e seus pedidos para o novo ano que começa no mês que vem segundo o calendário egípcio.



Many moons ago in the Black lands far away
People joined the procession of Navigium Isidis
Celebrated upon this day.

All our current carnivals with floats derived from this
A mosaic of musical merriment; masks & costumes headed towards the port,
Where the boat of Isis waits; laden with offerings of every sort.

Before She sets sail
She is purified and Blessed
The boat represents Isis
Honoured throughout Her Fest.

She is patroness of sailors
The river Nile and all the seas,
She steers humanity on a journey
Bringing worldly sufferings to ease.

The Mast is raised, as the gentle spring breeze blows
The procession lets out a cheer as the ship of Isis departs,
Off across the waters or maybe to the stars above
Isis is Mistress of All Magick keeper of human hearts.

Out across the distance the Ship of Isis diminishes from sight
The procession continues to celebrate; as daytime turns to night,
Navigium Isidis was celebrated back through the mists of time
Yet still little boats are launched honouring Isis, the Great Mother Divine.

http://guild-of-hypatia.blogspot.com.br/2009/03/navigium-isidis.html


Luas atrás, nas Terras Negras longínquas
As pessoas acompanhavam a procissão de Navigium Isidis
Celebrada neste dia.

Nossos carnavais dela derivam
Um mosaico de música e divertimento, máscaras e fantasia
Onde o navio de Isis aguarda, cheio de oferendas de todos os tipos.

Antes de zarpar,
Ela é purificada e abençoada
O navio representa Isis
Honrada em seu Festival.

Ela é a patrona dos marinheiros
Do Rio Nilo e dos mares,
E conduz as pessoas a uma jornada
Reduzindo o sofrimento do mundo.

O Mastro é erguido enquanto o vento sopra
A procissão aplaude enquanto o navio parte,
Através das águas ou talvez pelos céus
Isis é a Senhora da Magia, que guarda os corações dos homens.

Distante, o navio se perde de vista
A procissão continua a celebrar.
Enquanto dia se tornava noite,
Navigium Isidis era celebrado pelas brumas do tempo
Ainda hoje, pequenos barcos são lançados honrando Isis,
A Grande Mãe Divina.

Tradução e Adaptação de Aileen Daw
Fontes:

http://www.examiner.com/article/remembering-the-isidis-navigium-festival-of-isis-isis-isis-ra-ra-ra
http://reflexoesecotidiano.blogspot.com.br/2012/02/navigium-isidis-origem-do-carnaval.html
Os Mistérios de Isis – DeTraci Regula
Isis Magic – M. Isidora Forrest
Naelyan Wyvern - Sacerdotisa da Tradição Caminhos das Sombras (e de Aset)

terça-feira, 19 de junho de 2012

Meditação da Lótus


Sente-se confortavelmente e foque sua atenção  através de respiração rítmica ou cantando o nome de Isis.  Quando estiver pronto, comece a contemplar o assunto da meditação como sugerido abaixo.

Preste atenção a qualquer pensamento, sentimento ou imagem que vier a você durante esse tempo. Que significado você pode atribuir a esses pensamentos, sentimentos ou imagens? Como você pode relacioná-los à sua busca pelo relacionamento com Isis? O que você pode aprender deles?


A Flor de Lótus

Como o papiro era um dos símbolos nacionais do Alto Egito, a lótus era símbolo do Baixo Egito com seu delta fértil, pantanoso. Deusas Egípcias são freqüentemente ilustradas segurando bastões com inscrições na forma de uma flor de lótus. Pilares na forma de lótus suportavam templos egípcios e imagens de lótus eram pintadas nas paredes de templos e tumbas. Copos de cerâmica azul na forma de lótus eram comuns em túmulos. No Egito, a lótus era primariamente um símbolo de renovação da vida. Ela pode também estar associada com florescimento espiritual em algumas tradições orientais. Como a religião de Isis se espalhou pelo império romano, a flor de lótus do Egito se tornou quase exclusivamente associada com a Deusa e amplamente reconhecida como um dos Seus símbolos-chave.

Para esta meditação, imagine-se como um botão de lótus fechado, a sagrada flor de Isis. Imagine-se flutuando silenciosamente sobre as águas, esperando, esperando pelo sopro de Isis para acordá-lo, abri-lo, renová-lo.

Quando sentir que completou sua meditação, agradeça a Isis por tê-lo guiado e feche o rito de acordo com a maneira que o abriu. Você pode repetir cada meditação quantas vezes quiser. De fato, cada repetição revela algo novo. Você também pode escolher escrever suas experiências para traçar conexões e desenvolvimentos enquanto continua sua relação com Isis.

Fonte: Isis Magic - M. Isidora Forrest

domingo, 29 de abril de 2012

Abrir os olhos é preciso!

E os dias passam e você vai vivendo a sua vidinha, certo? Ou vidona, sei lá, você escolhe! Você decide! Você abre os seus caminhos ou então você percebe os sinais e tem a sua história sendo escrita. É muito interessante isso, não acham? Eu pelo menos acho bem bacana! Mas, você já parou para olhar para trás? Sim, faça isso agora, dê uma paradinha e vire ligeiramente para trás. O que você viu? Nada? Olhe de novo, tem que ter alguma coisa, não das coisas que você deixou para o passado, bom... quer dizer... tá, olhe isso também. Porque eu acho que você olhar até mesmo o que você deixou, se transforma em um enorme pacote, que maravilhosamente você percebe que está amarrado a você conforme você trilha o seu caminho. O que é isso? Você me pergunta. Ora, simples, as coisas que você aprendeu! Não é legal? Claro, você pode dizer que é óbvio, e tão comum que você nem precisaria olhar para trás, mas não é bem assim, às vezes é necessário, porque há sempre um detalhe interessante que a gente deixa passar. Então olhe direitinho, isso, aperte os seus olhinhos, tá vendo? É aquilo ali, agora faz sentido não faz? Ontem eu estava conversando com a Aileen sobre umas coisas pessoais, coisas que passamos e fomos analisando tudo. Para que as pessoas aparecem e somem da nossa vida, o que vivemos, o que achamos que vai ser para sempre e que de repente... não é. 

Os motivos são quais? Para que? Vamos pensar no seguinte. A nossa Deusa nunca dá ponto sem nó, como uma grande mulher poderosa que ela é, ela jamais faria algo sem motivo, mesmo porque né? Qual dos Deuses faria? Creio que nenhum deles. E Aset muito menos. Muitas vezes é importante que por mais que os nossos por quês não sejam respondidos prontamente (porém as respostas sempre estejam na nossa frente no momento em que tudo acontece), uma hora a gente entende. Nada que é desenhado pela Deusa para estar no nosso caminho é sem motivo, tudo tem um aprendizado. Lembra que uma das coisas que já foi repetido aqui é que você pode até cair, Aset te levanta uma vez, mas se voltar a cair ela olha para você e diz "Levante-se você, eu já te ensinei como se faz." Pois é, é bem por aí, e eu acho que esses momentos em que paramos e olhamos para trás e finalmente dizemos aquele "AAAAAAAHHHHHHHHHH então era iiiiiiiissooooooo!!!" é sobre o que se trata. Passamos por isso o tempo todo e foi muito engraçado eu ter tido essa conversa com a Aileen, porque conforme eu ia falando com ela, eu mesmo ia me dando conta, por mais que eu depois parasse e pensasse "Nossa, isso é óbvio!" é algo que a gente muitas vezes não faz. A gente vai caminhando pelas vias da vida e simplesmente dizendo "Ah, aprendi isso, aprendi aquilo, ah aprendi aquilo outro!" Mas muitas vezes caímos nos mesmos erros, paramos nas mesmas pedras, provavelmente porque muitas vezes, não paramos para ver os sinais que a Deusa nos deixa, mesmo depois de já termos passado por isso, pelo simples fator de não pararmos e darmos aquela olhadinha para trás com mais calma. 

E isso também é um meio de abrirmos os olhos, de vermos as coisas. É como observar uma obra de arte que seja até mesmo abstrata, os riscos, as curvas, as cores, a primeira impressão da obra é a que fica e ela será a sua base de definição, mas olhando de novo você percebe algo novo, SEMPRE! Até mesmo em artes comuns, mais concretas, mais realistas, tudo tem um detalhe que não tiram a maravilha de ver o que há no mesmo quadro! Você nunca teve algo que te fez olhar mais de uma vez e ainda assim ficar maravilhado ou até mesmo intrigado? Faça isso com os momentos da sua vida. Com os sinais que a Aset te manda. É capaz que você não veja somente uma única resposta. Você pode aprender muito mais. E aprender, nunca é de mais!

terça-feira, 13 de março de 2012

O mito de Isis e Osiris


No princípio, tudo era apenas o Caos. Atum, a serpente ourobórica, girava sozinha no eterno vazio. Tudo era apenas trevas, e o ser que era tudo o que existia desejou companhia. E então a serpente primordial criou as águas sagradas, e tudo passou a ser Água e Trevas. A serpente continuou a criar, e de sua mente que tudo podia, surgiu a Luz; depois, criou-se a Magia, a Sabedoria, o Conhecimento e a Verdade; a forma e a transformação.

E então, a forma e a transformação deram origem aos ventos. Shu, Senhor do Ar, e Tefnut, Senhora da Umidade, se uniram em Amor. E de seu Amor, deram origem a novas criações, a Terra e o Céu.

Nut, a Senhora da Noite, aurora e crepúsculo, se apaixonou por Geb, a força vital da Terra. Eles se deitaram em um longo abraço que durou toda a eternidade. E como tudo era feito em Amor, da união de Nut e Geb nasceram Rá, o Sol brilhante, e Djehuty, a Lua prateada. E entre Nut e Geb, seus filhos conquistavam espaço no mundo, girando ao redor e dentro dele.

Logo, Nut estava novamente grávida; e na mesma medida em que seu ventre crescia, também fazia o ciúme do Senhor do Sol. Rá, que não queria irmãos, ordenou que Shu esguesse Nut, separando-a eternamente de seu Amor. E ele disse: ‘Eu inventei o dia e a noite, medi a duração do ano e dos meses, e decreto que nenhuma outra criança há de nascer em nenhum dos dias de meu ano.”

Rá, sozinho, resolveu criar seus próprios seres, os homens e as mulheres. E os filhos de Nut cresciam em seu ventre. Eles eram cinco: Aset, Senhora dos Dez Mil Nomes; Wesir, o Rei; Heru, o mais velho; Nebet-het, Senhora das Sombras; e Set, o guerreiro.

E as eras se passaram, e as crianças cresceram no ventre de Nut. E a paixão e o desejo cresceram com elas. Aset e Wesir se apaixonaram, e também Set e Nebet-het. E eles se casaram ainda no ventre de sua mãe.

Enquanto isso, Nut e Geb sofriam, e também os homens e mulheres na terra, que agora estava infértil. Foi então que Djehuty decidiu interferir com sua sabedoria e desafiou Rá em um jogo. Vitorioso, ele conseguiu ganhar de Rá cinco dias de sua luz. E assim, os filhos de Nut finalmente puderam nascer, um em cada dia ganho pelo sábio Deus da Lua.

O primeiro foi Wesir, e com seu nascimento, a terra ficou fértil outra vez. Heru-wer veio em seguida, criou asas, e seus pés jamais tocaram o chão. Logo depois, Set nasceu com sede de vingança, vermelho e malformado. No quarto dia nasceu Aset, e com ela brilhou uma estrela no céu. E Nebet-het nasceu no quinto dia, em silêncio, mistério e escuridão.

E a cada casal foi dada uma parte do Egito. Enquanto Wesir e Aset cuidavam das terras negras do Nilo, Set e Nebet-het tinham domínio sobre todo o deserto estéril.

Aset e Wesir se amaram por oito mil anos. Envoltos no azul do céu, eles se abraçaram, se beijaram e tudo compartilharam. E de seu amor, vários mundos surgiram. Juntos, eles descobriram o poder da criação e da Magia. Juntos, eles teceram a Vida.

Aset ensinou às mulheres a arte de tecer e de cozinhar. Ela ensinou-lhes a trançar os cabelos e se perfumar. Com Aset, as mulheres aprenderam a arte da dança e da beleza e descobriram sua Deusa interior.

Wesir ensinou aos homens sobre a terra, o cultivo do solo e o cuidado com os animais. Ele lhes ensinou a plantar e a fazer e usar ferramentas. Ensinou-lhes a tocar a flauta e o tambor. E também mostrou-lhes como construir seus lares e pescar os peixes.

Enquanto Aset e Wesir reinavam e Amor, Nebet-het invejava aquilo que ela não tinha com seu consorte. E se vestiu e se pintou como sua irmã gêmea. Um dia, Wesir a encontrou nos jardins e, sem perceber quem era, tomou-a nos braços como sua esposa. Nebet-het, que tanto ansiava por aquele toque, não desfez o engano. E assim, concebeu um filho de Wesir.

Nebet-het escondeu sua gravidez e, no meio dos chacais do deserto, deu à luz sua criança. E ela o deixou lá para que Set não os matasse. Aset, quando soube, procurou a criança e a encontrou. E ela o chamou de Yinepu, e a partir de então, ele se tornou seu companheiro e guardião.

Mas o tempo foi passando, e Set odiava Wesir cada vez mais. Ele cobiçava a terra do irmão e tudo que ele conquistara. Então, um dia, Set convidou Wesir para um banquete. Ele teceu um baú e disse que seria dado àquele que ali coubesse. Apenas Wesir coube perfeitamente e, quando entrou no baú, Set e seus companheiros o lacraram lá dentro. E o baú foi jogado no rio e carregado pelas águas para muito longe.

Aset sentiu quando seu Amor se foi. E ela gritou, e chorou e chorou. Ela caminhou por todos os lugares, pois nada mais importava a não ser encontrar Wesir. Depois de muito andar e buscar, ela chegou a um reino distante e descobriu que o caixão de seu amado era agora o pilar de um palácio. A Deusa usou seus poderes e se disfarçou como serva no palácio, mas um dia foi descoberta e finalmente conseguiu recuperar o caixão de Wesir.

A Deusa reviveu seu Amor e dele concebeu um filho. Mas Set o encontrou novamente e o cortou em pedaços, espalhando-os pelo rio. E Aset chorou mais uma vez. Junto a Yinepu e Nebet-het, ela buscou as partes de seu Amor, construindo um templo em cada local em que as encontrava. Eles encontraram todas as partes, menos uma. Seu falo fora perdido para sempre, engolido por Sobek.

Unindo todas as partes, os três Deuses embalsamaram Wesir, agora Senhor do Submundo. E, após anos de guerra pelo trono, Set foi obrigado a aceitar que Heru, filho de Aset, seria agora o rei do Egito. 

(Aileen Daw – 21/02/2012)

domingo, 4 de março de 2012

Dia de Aset e Wesir 2012


O que eu deveria oferecer os Deuses, a não ser o que é só meu para dar? O que oferecer, se não meu coração?


Em meu coração, eu sou. Em meu coração, eu existo. Em meu coração, eu vivo. Cada ato, cada pensamento, tecem o vaso de meu coração. Este coração que é meu sabe o que está nele. E isso, ISSO é o que eu ofereço a Vocês, Aset e Wesir: meu coração e tudo que ele contém.

A Aset e Wesir, eu ofereço as memórias do presente que ganhei. Ofereço o prazer de um fim de semana de inverno cheio de paixão, riso e troca. Ofereço o prazer de mensagens de carinho e anseio. Ofereço a doce sensação de companheirismo e de cumplicidade, e de rosas espalhadas no colchão. A vocês, Aset e Wesir, ofereço o indescritível sentimento de ouvir “eu te amo”, tão íntimo, no dia do meu aniversário. De sentir completude quando minha Terra e meu Submundo se uniram. Ofereço o conforto de me sentir acolhida na família do meu Amor. Ofereço o prazer de dormir nos braços de quem se ama, de ter prazer, apoio e compreensão. A Vocês, Aset e Wesir, ofereço meus agradecimentos por ter vivido um Amor tão lindo, agora eternizado.

A Aset e Wesir, ofereço também o Amor que me fez voltar a Brasília. O Amor pelos Deuses e pela minha Tradição, a Tradição Caminhos das Sombras. Ofereço meu Amor por meus irmãos de círculo e de Grove. Ofereço minha escolha de ter voltado para servi-los ainda melhor.

A Aset e a Wesir, ofereço meu coração e todas as coisas belas e puras. 

Aileen Daw

Oferenda em honra aos Deuses em um ritual Wiccaniano da Tradição Caminhos das Sombras.

sábado, 4 de fevereiro de 2012

Amor...?

Uma das coisas que eu aprendi é que não há um padrão, não há um meio de se amar na verdade. Amor é entendido com aquilo que você vive de você mesmo. Faz o que tem que fazer para que o que seja caracterizado como tal faça valer a pena. As pessoas se usam de correntes e amarras, mas isso quer dizer que não sabem o que é ser livres? Não, eles sabem, todo mundo sabe o quão livre são. O medo das consequências, medidas em conceitos de prudência, maquiam o bom senso e aí se criam regras. Aset nos mostrou que para o amor não há limites, que é algo maior que o ser humano, que é maior que amarras, correntes e até mesmo, vai além do bom senso. Se alguém pode definir o que é amor? Eu diria que é a Deusa, ela nos mostra o que ele pode vir a ser, mas só ela mesmo sabe de fato, em segredo para ela, pois ela de fato entendeu, o que o amor é. Mas uma pergunta que eu acho que fica é, até onde você está disposto a ir? Quantos passos você é capaz de dar? O quanto você é pode perceber das energias que te rodeiam? Muito? Pouco? E isso importa? Talvez. Quem dirá é você. Ver tudo o que te rodeia, não te dá amarras, sentir todas as energias que te envolvem não te impõem regras, mas sim o equilíbrio. Aset te guia e te mostra. Mas quem anda é você.

domingo, 8 de janeiro de 2012

Frase bem bacana

"True religion is the life we lead, not the creed we profess." - Louis Nizer

"A verdadeira religião é a vida que levamos, não o credo que professamos." - Louis Nizer

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Música



Song: Isis
Artist: Tina Malia
Album: Shores Of Avalon

Down from the water
She crowns her head
Down from the water
She grows

Down from the water
She casts a spell
Down to the water
She goes

Awaken the day with
Your morning light
She touches your
Shadow with fire

And in the shade
Of her open arms
She harbors your
Burning desire

And the more
That you love her
The more
That she grows

The more that
You run from her
The more
That she knows

The more
That she knows

I can see by your eyes
You're a wise old man
I can tell by the way
That they burn

Your beard has
Been growing
Six thousand
Years

While you've
Waited
For her to
Return

And the more
That you love her
The more
That she grows

The more that
You run from her
The more
That she knows

The more
That she knows

And the more
That you love her
The more
That she grows

The more that
You run from her
The more
That she knows

The more
That she knows

Down from the water
She crowns her head
Down from the water
She grows

Down from the water
She casts a spell
Down to the water
She goes

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Não pensar o tempo todo, não é perder a crença!

Oi gente!! Tudo bem? Nossa eu to a um tempão sem postar né? Pois é! Bom, ainda bem que tem a Aileen aqui pra manter o blog funcionando e trazendo sempre as coisas interessantes para nós! Enfim. Estou aqui para falar mais uma vez de quem... ADIVINHA!!! Aahaahah, sim dela mesmo. Aset. Então, como eu tenho um acordo com a Aileen, que ela fica responsável por ensinar a vocês de forma didática, educativa, ortodoxa as coisas de Isis, eu sou a parte do Blog que fala das minhas experiências como um de seus filhos. E eu vi aqui, para compartilhar com vocês mais uma coisa que eu estive conversando com a Deusa e finalmente cheguei a uma conclusão! Na verdade, ela chegou nessa conclusão por mim, acho que todos os seus filhos, ela sabe que eu não sou lá o mais brilhante deles, muitas vezes depois muita conversa ela geralmente vira pra mim e diz: 

"Eu pensei que isso fosse óbvio, para você... ¬¬"

É.... ehehehehe pois é! Então, abafa o caso. Por muito e muito tempo, desde que Aset entrou na minha vida, eu mesmo assim, me sentia meio deslocado, e tudo mais. Porque muitas das pessoas que eu conheço que se envolvem com Aset, que cultuam a Deusa, e até mesmo outras Deusas, elas estava relacionadas a Wicca. Calma lá meu povo, eu não estou dizendo que todas as pessoas são Wicca para seguir Aset. Não precisa ser necessariamente assim. Mesmo porque, pelo o que eu vi, é Aset quem escolhe você. Quando você é pra ser dela, já era, você pode Evangélico, que ela mesmo assim o ou a terá. E isso, não implica que você tenha que largar a sua religião para seguir Aset, ela... hmmmm... aceita isso. Por que eu digo aceita? Ora, porque ela como toda mulher poderosa e extremamente feminina, tem um certo grau de ciúmes e um charminho bem cativante. 
Lembro-me disso quando uma vez, quando eu fui e comprei uma rosa branca para oferecer a Oxalá, como respeito, afinal de contas eu moro na Bahia, e tenho que respeitar os deuses de seu povo, que querendo ou não gente, veio da africa e eles têm umas histórias muito bonitas com os seus Deuses. Só que aí é que estava o problema, eu tinha dinheiro para uma rosa só. Eu pensei comigo, ah bom, só uma vez, não fazer mal algum. Fui no mar, e joguei a rosa branca pra ele. Bom, voltei para casa, e dei três topadas seguidas com o meu dedão em quinas que obviamente eu jamais bateria! A ultima topada, havia sido no meu altar, e eu fui logo olhar para a Deusa e disse "É eu sei, foi mal, você sabe que eu nunca te deixo sem nada! Mas dessa vez não deu." E logo a resposta veio "Ou é para todos ou é para ninguém." Logico que não teve um peso maléfico ao dizer isso, mas eu senti que era ciúmes. Enfim. Vivo dizendo, que se eu um dia conhecesse uma mulher, com as mesmas características de Aset, e se ela por ventura viesse a ser minha namorada, rapaz, eu teria um trabalhão! 
Enfim, continuando, eu me sentia meio deslocado, me inscrevi no curso da Kemetic Ortodox, peguei um bando de liturgias e comecei a estudar. Mesmo assim, outras coisas foram acontecendo e eu tive que voltar a minha atenção para outras coisas além da Deusa. E fui deixando, deixando, deixando. Comecei a me sentir mal. Me achando distante dela, como eu acho que já postei por aqui. Até que ultimamente os sinais voltaram a aparecer, o nome de Isis voltou a cruzar o meu caminho, por onde eu ia, ou eu conhecia uma Isis, ou via fotos dela, hoje por exemplo, entro no youtube, e videos recomendados para mim eram cinco ou seis videos falando sobre ela. Fui vendo as coisas novamente, e fui me atentando até que finalmente, tirei um tempo e fui conversar com a Deusa novamente. 
Pode parecer repetitivo o que eu vou escrever. Mas dessa vez é pra valer, eu ficava preocupado, porque a quantidade de oferendas haviam diminuído muito, porém deixei de lado outras coisas que estavam crescendo. 
E nessa de eu deixar as coisas meio que de lado eu vivia numa crise me perguntando se eu era mesmo digno de ser filho da Deusa. Dai foi quando ficamos frente-a-frente novamente.
Ela disse:

"Tem o seu filho, você tem uma habilidade a qual eu te ajudo a desenvolver, e você ainda acha que eu não o quero?"
"Mas e as coisas que eu vivia fazendo por você?"
"Percebe que eu estou sempre com você? Percebe que você não precisa pensar em mim o tempo todo para eu continuar ao seu lado? Percebe que você é meu?"

E é verdade. Ultimamente as pessoas têm me procurado bastante para lerem o Tarot, e toda vez eu sempre peço proteção e sabedoria a Aset, antes de começar a leitura. Tudo o que eu faço, eu estar com o meu filho, as coisas que eu faço por ele, e como eu o amo, é sempre um sinal de que ela está do meu lado. Sempre! E poxa vida! Isso é bom demais! Pelo menos isso me deixa muito mais leve. Pois não há uma vez que me perguntem e que eu não diga que sou dela, e dela somente. 

Sei que a minha hora de servir melhor a Deusa ainda vai chegar, mas não posso mais pensar que eu já não faço isso. Eu faço sim, inclusive postando aqui. 


Bom gente, um super abraço a todos!!! 


Mario de Carvalho