quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Música



Song: Isis
Artist: Tina Malia
Album: Shores Of Avalon

Down from the water
She crowns her head
Down from the water
She grows

Down from the water
She casts a spell
Down to the water
She goes

Awaken the day with
Your morning light
She touches your
Shadow with fire

And in the shade
Of her open arms
She harbors your
Burning desire

And the more
That you love her
The more
That she grows

The more that
You run from her
The more
That she knows

The more
That she knows

I can see by your eyes
You're a wise old man
I can tell by the way
That they burn

Your beard has
Been growing
Six thousand
Years

While you've
Waited
For her to
Return

And the more
That you love her
The more
That she grows

The more that
You run from her
The more
That she knows

The more
That she knows

And the more
That you love her
The more
That she grows

The more that
You run from her
The more
That she knows

The more
That she knows

Down from the water
She crowns her head
Down from the water
She grows

Down from the water
She casts a spell
Down to the water
She goes

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Não pensar o tempo todo, não é perder a crença!

Oi gente!! Tudo bem? Nossa eu to a um tempão sem postar né? Pois é! Bom, ainda bem que tem a Aileen aqui pra manter o blog funcionando e trazendo sempre as coisas interessantes para nós! Enfim. Estou aqui para falar mais uma vez de quem... ADIVINHA!!! Aahaahah, sim dela mesmo. Aset. Então, como eu tenho um acordo com a Aileen, que ela fica responsável por ensinar a vocês de forma didática, educativa, ortodoxa as coisas de Isis, eu sou a parte do Blog que fala das minhas experiências como um de seus filhos. E eu vi aqui, para compartilhar com vocês mais uma coisa que eu estive conversando com a Deusa e finalmente cheguei a uma conclusão! Na verdade, ela chegou nessa conclusão por mim, acho que todos os seus filhos, ela sabe que eu não sou lá o mais brilhante deles, muitas vezes depois muita conversa ela geralmente vira pra mim e diz: 

"Eu pensei que isso fosse óbvio, para você... ¬¬"

É.... ehehehehe pois é! Então, abafa o caso. Por muito e muito tempo, desde que Aset entrou na minha vida, eu mesmo assim, me sentia meio deslocado, e tudo mais. Porque muitas das pessoas que eu conheço que se envolvem com Aset, que cultuam a Deusa, e até mesmo outras Deusas, elas estava relacionadas a Wicca. Calma lá meu povo, eu não estou dizendo que todas as pessoas são Wicca para seguir Aset. Não precisa ser necessariamente assim. Mesmo porque, pelo o que eu vi, é Aset quem escolhe você. Quando você é pra ser dela, já era, você pode Evangélico, que ela mesmo assim o ou a terá. E isso, não implica que você tenha que largar a sua religião para seguir Aset, ela... hmmmm... aceita isso. Por que eu digo aceita? Ora, porque ela como toda mulher poderosa e extremamente feminina, tem um certo grau de ciúmes e um charminho bem cativante. 
Lembro-me disso quando uma vez, quando eu fui e comprei uma rosa branca para oferecer a Oxalá, como respeito, afinal de contas eu moro na Bahia, e tenho que respeitar os deuses de seu povo, que querendo ou não gente, veio da africa e eles têm umas histórias muito bonitas com os seus Deuses. Só que aí é que estava o problema, eu tinha dinheiro para uma rosa só. Eu pensei comigo, ah bom, só uma vez, não fazer mal algum. Fui no mar, e joguei a rosa branca pra ele. Bom, voltei para casa, e dei três topadas seguidas com o meu dedão em quinas que obviamente eu jamais bateria! A ultima topada, havia sido no meu altar, e eu fui logo olhar para a Deusa e disse "É eu sei, foi mal, você sabe que eu nunca te deixo sem nada! Mas dessa vez não deu." E logo a resposta veio "Ou é para todos ou é para ninguém." Logico que não teve um peso maléfico ao dizer isso, mas eu senti que era ciúmes. Enfim. Vivo dizendo, que se eu um dia conhecesse uma mulher, com as mesmas características de Aset, e se ela por ventura viesse a ser minha namorada, rapaz, eu teria um trabalhão! 
Enfim, continuando, eu me sentia meio deslocado, me inscrevi no curso da Kemetic Ortodox, peguei um bando de liturgias e comecei a estudar. Mesmo assim, outras coisas foram acontecendo e eu tive que voltar a minha atenção para outras coisas além da Deusa. E fui deixando, deixando, deixando. Comecei a me sentir mal. Me achando distante dela, como eu acho que já postei por aqui. Até que ultimamente os sinais voltaram a aparecer, o nome de Isis voltou a cruzar o meu caminho, por onde eu ia, ou eu conhecia uma Isis, ou via fotos dela, hoje por exemplo, entro no youtube, e videos recomendados para mim eram cinco ou seis videos falando sobre ela. Fui vendo as coisas novamente, e fui me atentando até que finalmente, tirei um tempo e fui conversar com a Deusa novamente. 
Pode parecer repetitivo o que eu vou escrever. Mas dessa vez é pra valer, eu ficava preocupado, porque a quantidade de oferendas haviam diminuído muito, porém deixei de lado outras coisas que estavam crescendo. 
E nessa de eu deixar as coisas meio que de lado eu vivia numa crise me perguntando se eu era mesmo digno de ser filho da Deusa. Dai foi quando ficamos frente-a-frente novamente.
Ela disse:

"Tem o seu filho, você tem uma habilidade a qual eu te ajudo a desenvolver, e você ainda acha que eu não o quero?"
"Mas e as coisas que eu vivia fazendo por você?"
"Percebe que eu estou sempre com você? Percebe que você não precisa pensar em mim o tempo todo para eu continuar ao seu lado? Percebe que você é meu?"

E é verdade. Ultimamente as pessoas têm me procurado bastante para lerem o Tarot, e toda vez eu sempre peço proteção e sabedoria a Aset, antes de começar a leitura. Tudo o que eu faço, eu estar com o meu filho, as coisas que eu faço por ele, e como eu o amo, é sempre um sinal de que ela está do meu lado. Sempre! E poxa vida! Isso é bom demais! Pelo menos isso me deixa muito mais leve. Pois não há uma vez que me perguntem e que eu não diga que sou dela, e dela somente. 

Sei que a minha hora de servir melhor a Deusa ainda vai chegar, mas não posso mais pensar que eu já não faço isso. Eu faço sim, inclusive postando aqui. 


Bom gente, um super abraço a todos!!! 


Mario de Carvalho

sábado, 27 de agosto de 2011

Os nomes Keméticos

Eu estava aqui escrevendo sobre Isis e Anúbis e me toquei de uma coisa: eu uso dois nomes pros Deuses muitas vezes. Então resolvi deixar mais claro o que é isso.

Os antigos egípcios, ou Keméticos, chamavam seus Deuses de alguns nomes que nós aqui no blog acabamos usando. Os nomes que conhecemos, como Isis, Anúbis, Osíris, são os nomes que os gregos deram esses mesmos Deuses. Então, para que nossos textos fiquem um pouco mais claros (ou assim espero), vou colocar aqui as devidas correspondências.

Aset = Isis

Nebt-het = Néftis

Wesir = Osíris

Yinepu = Anúbis

Heru = Hórus

Djehuti = Thoth

Set = Seth

Het-hert = Hathor

sábado, 13 de agosto de 2011

Para Isis, Uma Cornalina


Esse é um presente que a sacerdotisa traz diante de Isis Vermelha, a Senhora do Poder e da Força: uma oferenda de invocação de uma cornalina.

A Você, Isis, eu trago um presente minado do corpo vermelho da Terra no deserto oriental. Lá, a Terra vermelha produz pedras vermelhas, ricas em ferro – como sangue. Polida, minha oferenda reluz como pele banhada em óleo. Luz vive dentro dela. Quando a trago diante de Sua bela face, ela brilha, em chamas com Sua Divindade. É um espelho de fogo, vermelho como magia, vermelho como força, vermelho como dor.

Tocados por Sua cornalina, Isis, os mortos se levantam, desejando amor com aquela que os incita. De suas bocas emergem palavras de poder. De suas bocas derramam canções de beleza. Aqueles que renascem de Isis o fazem em força e alegria – e nada deverá superá-los. Toque meus lábios com Sua pedra vermelha. Deixe minha boca beijar a Sua, Isis.

Ouça, Isis, as palavras da Cornalina: Eu sou oferecida a Isis como Sua força vermelha manifesta. Eu pertenço a Ela quando Ela veste fogo, respira fogo, quando Sua Verdade é encontrada em Fogo. Nascida de sangue, eu sou A Quente, queimando nas veias da Terra. Eu vejo através de olhos vermelhos. Minha base e meus ossos são fortes. Eu sou o apoio e ornamento da Deusa do Poder. Eu sou seu sangue escarlate. Eu sou Aquela que suporta para sempre. Eu sou a cornalina.

A Você, Isis, eu ofereço essa cornalina e todas as coisas belas e puras. M’den, Iset. Aceite, Isis.

Offerings to Isis - M. Isidora Forrest

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Naelyan Wyvern fala sobre Aset! - 2



Servir Aset.

O que significa ser uma Sacerdotisa de Aset? O que significa consagrar seu sacerdócio a uma Deusa? E principalmente a esta Deusa em especial? O que significa servir Aset?

Em primeiro lugar significa cabeça erguida! Não se deixe abater, não abaixe a cabeça, jamais permita que façam você pensar menos de si mesmo por fazer o que considera correto. Aset exige respeito de seus sacerdotes e sacerdotisas. Respeito a ela? Sim, mas antes de tudo, respeito por si mesmo.

Servir Aset também significa estar em constate processo de autoconhecimento e aperfeiçoamento pessoal. Aset não admite a mediocridade. Como ela mesma me disse um dia: “A mediocridade, minha filha, é o mais terrível dos destinos.”

Servir Aset significa estar preparado para mudanças e para mudar as vidas de outras pessoas. Aset não permite a estagnação. Ela está em constante movimento, é uma Deusa muito, muito ocupada e não aceita menos de seus sacerdotes e sacerdotisas.

Servir Aset é estar comprometido com um caminho de amor próprio e independência. Aset é uma soberana, uma Grande Rainha e não admite qualquer tipo de escravidão, seja um vício, um emprego, um relacionamento, um hábito destrutivo.

Servir Aset é fazer magia. Existem Deusas que aceitam um culto apenas devocional, mas Aset é Grande Senhora da Magia, ela faz questão que seus filhos saibam fazer magia e sejam competentes disso.

Servir Aset é ser um tecelão de seu próprio destino e do destino das pessoas ao seu redor. Um dos símbolos de Aset é o nó Tet, um símbolo de união e criação. A própria Aset é chamada de Tayet, a Tecelã e diz-se que foi ela quem ensinou as mulheres a tecer. Não apenas tecer com linha e agulha, mas com a magia, com as palavras.

Servir Aset é manter e honrar sua palavra porque Aset é Weret Hekau, Grande em Magia, a Grande Palavra. Ela nos faz perceber o valor de nossas palavras e a importância de usá-las do jeito certo.

Servir Aset é ser autêntico, porque ela não aceita menos. Ela não gosta de seguidores, daqueles que seguem o bando, que fazem o que todos fazem por não ter coragem de fazer diferente. Ela não admite que você faça algo com que não concorda apenas porque todos estão fazendo ou porque é “socialmente aceitável”.

Servir Aset é ser fiel a si mesmo, a seus valores e princípios, a suas crenças e seus objetivos. É não desistir do que você quer e lutar, com todas as suas forças e armas para conseguir.

Mas servir Aset é também sentir as asas dela ao seu redor com um manto, te protegendo quando você precisa, te dando força quando é necessário. É receber sempre uma resposta quando você tem alguma dúvida ou precisa de alguma coisa, mesmo que não seja a resposta que você estava esperando.

Servir Aset é sentir-se acolhido, é saber que você faz parte de algo mais importante, é ser aceito como você é.

Servir Aset é ser protegido pela mais poderosa feiticeira de todos os tempos. Aquela que foi capaz de descobrir o nome secreto do grande Deus da Criação e adquiriu poder sobre ele.

Servir Aset é ter a magia nas pontas de seus dedos e lábios, asas em suas costas e poder em cada fibra de seu ser.

É por isso, por tudo isso que eu sirvo Aset, hoje e sempre.

Naelyan Wyvern
Asetdjaut
Sacerdotisa de Isis e Aset Shemsut

Naelyan Wyvern fala sobre Aset!

É com muito orgulho e satisfação que eu posto aqui, um texto muito gentilmente escrito e concedido por Naelyan Wyvern, sobre como Aset veio a aparecer em sua vida! 

Eu agradeço imensamente a ela pelo carinho com que dedicou estas palavras ao nosso blog e à deusa Aset também!

Mario de Carvalho

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Naelyan diz:


Aset entrou em minha vida em 2001. Ela simplesmente chegou e foi se instalando. Eu nunca tinha sentido uma atração especial por ela antes, mas isso era apenas porque eu não a conhecia direito. Eu a via como a Isis Greco-Romana, uma Grande Mãe, abnegada e sofredora. Eu não era mãe na época e nem queria ser. Estava pulando da fase Donzela direto para a fase Anciã e estava muito feliz com isso. Isis e sua maternidade não tinham nenhum significado para mim.

Bem, isso era o que eu pensava, Ela tinha outros planos. Logo que ela chegou, ficou claro para mim que ela não iria embora, nem seria ignorada. Ela chegou como uma rainha, invadindo minha prática pessoal, exigindo cada vez mais espaço. Foi assim que conheci Aset, o Grande Trono, Deusa Rainha das duas Terras de Kemet.

Algumas Bruxas são mais devocionais ou mais ligadas na natureza. Eu sempre fui uma Bruxa bem urbana, sintonizada com a cidade e seus ciclos. E sempre, sempre fui muito ligada à Magia. Qual não foi a minha surpresa ao encontrar eco desta ligação em Aset. A sensação que eu tinha era de que finalmente havia encontrado uma Deusa cuja vibração em relação á magia era exatamente a mesma que a minha. Ela vinha para meu círculo e participava de meus feitiços, acrescentando sua energia e dando palpites. E quanto mais eu trabalhava com Ela, mais percebia que minha forma de entender a magia era muito parecida com a forma como os antigos egípcios a viam. Minha magia sempre fluiu muito através de minha vontade e de minhas palavras. E não é Weret Hekau, a Grande Palavra, um dos títulos de Aset? Assim eu a encontrei em mais uma face: A Senhora da Magia.

Pesquisando os mitos dela eu encontrei não uma mãe sofredora, mas uma Deusa lutadora, guerreira a seu modo, poderosa, capaz de fazer o que fosse necessário para conseguir o que queria. Capaz até de se disfarçar, de se adocicar, para continuar sendo cultuada no mundo Greco-Romano. Por trás da face de Isis, eu encontrei Aset e me apaixonei por ela.

Mas como rainha que é, ela não permitiria que eu escapasse de uma fase tão importante na vida de uma mulher. Ela trouxe a maternidade para a minha vida. E quando meu filho nasceu e quase morreu, eu percebi que estava vivendo parte do mito dela.

Não havia mais dúvidas, eu havia sido escolhida por uma Deusa para ser sua. O que mais eu podia fazer a não ser aceitar? E quando aceitei Aset, descobri que estava aceitando minha própria essência. Eu estava oferecendo a ela meu corpo e meu serviço nesta vida, sem saber que minha alma já pertencia, sempre pertenceu a ela. Eu fiz meus primeiros votos de servir Aset em 2002. E em 2006 fui ordenada como sua Sacerdotisa na Fellowship of Isis. E em troca de meu sacerdócio, Ela me trouxe o amor, como Ela o conhece e entende.

Mas ela ainda não estava satisfeita. Em 2007 eu encontrei a Kemetic Orthodox Faith e lá vi confirmado um conceito que eu já conhecia do Candomblé e da Umbanda, o conceito de que você pertence a uma ou duas determinadas divindades. É o conceito de pais divinos. Funciona assim: todas as almas são formadas à partir de um lago de material de almas. Uma ou duas divindades apanham um punhado deste material e sopram vida nele, criando uma alma e incutindo nesta alma parte de suas naturezas. Estes são seus pais divinos. Por toda a eternidade, enquanto sua alma existir, você carrega dentro de você uma parte dessas divindades, pois sua faísca divina originou-se deles.

Em 2008 eu passei pelo rito que descobre quem foram meus pais divinos e confirmei o que meu coração já sabia: sou filha de Aset, foi ela quem fez minha alma. Filhos de outras divindades podem ter uma mãe e um pai, dois pais ou duas mães, mas filhos de Aset são sempre filhos dela apenas, porque, como dizem na KO “Aset não compartilha.”

Poucas semanas depois fiz na Kemetic Orthodox Faith os votos de Shemsut, ou seja, jurei cultuar e servir Aset em primeiro lugar em minha vida. E recebi dela um nome: Asetdjaut, que significa “Por causa de Aset”.

Sim, eu sou “por causa de Aset”, eu vivo “por causa de Aset”, tudo o que eu faço é “por causa de Aset”. Ela estava mais uma vez me mostrando o quanto eu faço parte dela. Aset me trouxe um profundo sentido de propósito, de pertencer. Através dela encontrei novas funções para meu sacerdócio e para a minha magia. Eu a sirvo em todas as suas faces e cada face tem um trabalho diferente para mim. Eu protejo, eu curo, eu equilibro e tudo isso é por causa dela.

Eu posso sentir a presença dela, aqui ao meu lado, lendo este texto por cima do meu ombro, com um sorriso nos lábios e uma de suas sobrancelhas arqueada, daquele jeito irônico dela. Ela me olha e eu vejo orgulho no olhar dela, vejo aceitação, vejo realização. Sinto a faísca dela pulsando dentro de mim e sei que sou filha da Deusa mais incrível que o mundo já conheceu. Tenho orgulho de ser quem sou, tenho orgulho de ser filha de Aset.

O novo ano Kemético começou e sinto Aset cheia de planos para mim. Sei que suas asas vão trazer novos ventos para minha vida. E me entrego a estes ventos sem reservas.

Sou filha de Aset e sua sacerdotisa. E estou a serviço dela, hoje e sempre.

Naelyan Wyvern
Asetdjaut
Sacerdotisa de Isis e Aset Shemsut

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Aset, sexo é pecado?

Sim! É um total pecado! É uma total perjúria. Herege! Aquele que queimará pela eternidade e além dela também.

É um pecado, é um erro pois o ser ignora o próprio ser.

O homem ignora o próprio homem quando nega, renega e condena o que é ou o que deixa de ser. Não há palavra maior que tire o direito do ser humano de viver de fato. Não se pode viver pela metade, se o próprio ser humano é um ser por inteiro.

Negar o sexo, negar os desejos, é negar o que te mantém como ser vivo. Pois o seu corpo, é movido tanto pelo intelecto, como por vontades e instintos. Partindo que a inteligência (muito diferente do que é ser intelectual) é uma das vertentes do que venha ser instinto, o sexo se dá como uma das formas inteligentes do ser humano mostrar que vive e quer continuar vivendo.

Se nós humanos somos filhos da Deusa, e de outras divindades que nos colocaram no mundo, qual seria o motivo então de nos deixarmos viver apenas pelo inteligência e não pelo intelecto? Qual seria o motivo de negarmos o prazer, e apenas usarmos o sexo como função? Por que?

Se fomos criados de forma biológica para que sentíssimos bem, que chega a ser uma coisa que nos transcende espiritualmente ou o que você venha a entender como algo além do natural, para que sentir se seriamos de fato condenados?

A inteligência é movida por instinto e o intelecto por vontades. Não se tem instinto se não temos a vontade. Se temos vontade de comer, há o instinto de sobrevivência, podemos pegar nós seres humanos nesse contexto, aos animais (o que para mim é um erro definir) desprovidos de intelecto, mas não desprovidos de inteligência.

Temos o presente de nossa Deusa, que nos difere então do outros animais, temos o intelecto avantajado. Pois eu creio que o amor que nos é dado, e uma busca de satisfação própria é algo que nos move dia-a-dia.

Como eu já disse, intelecto e inteligência andam juntos. Precisamos então nos multiplicar, precisamos então seguir, precisamos continuar, essa é a nossa função quanto mortais, para um pouco de eternidade. Então no nosso instinto procuramos outros de nossa espécie, procuramos o outro com o mesmo instinto para unirmos os nossos seres. E nesse ato de inteligência, ocorro o intelecto, os sentidos, o desejo, o corpo responde ao outro, se entrega ao outro, o abraça, o quer, o consome e por fim o ama.

Não há como forçar o amor. Ele acontece, ele vem, ele nasce.

Para que então tolir o intelecto? Para que destruir a inteligência completa sem o que de fato nos faz pensar?

Aset e Osiris nãos se uniram pois não tinham nada melhor para fazer e muito menos por instinto. Houve o olhar, o sentimento, o desejo, enfim o amor. O sexo, foi a maior e mais bela consequência.

Somos filhos da Deusa, e como filhos dela, carregamos um pouco dela, e para a nossa felicidade, a capacidade de sentir-mos bem com o ato sexual em sí. Pois podemos ter um pouco do que é nos sentirmos únicos, mesmo que seja por um pequeno espaço de tempo. Porque é o que nos dá um pouco do que fomos há muitos anos atrás, em uma escala evolutiva, o que somos hoje, e o que queremos ser no futuro. Seja em desejos, vontades, ou até mesmo por instinto animal. Que ser humano nenhum está livre de.

Se sexo é pecado?

É pecado não tê-lo. Não apreciá-lo. Não tomá-lo com SUPREMO RESPEITO, sem a banalização idiota em que muitas pessoas estão fazendo hoje em dia. Pois sexo, é de fato um ritual. E um ritual divino eu diria. É onde dois filhos de divindades se encontram, e se unem. E nesse ato, o maravilhoso acontece, se cria até outra vida. Abençoado pela Deusa, ou pelo Deus.

Aset nos ensina a nos amarmos como um indivíduo, como um ser único, como seu filho ou filha. E não pela metade, mas por inteiro. Nos nossos acertos e erros. Na nossa inteligência e no nosso intelecto.

Sexo envolve os dois.


Não somos devassos, não somos sujos por aceitarmos os sexo por prazer somente. Não somos pecadores por aceitarmos o sexo como um ato de amor, de demonstração de carinho e paixão pelo outro, sem que haja de fato a procriação.

Pois uma demonstração de amor, carinho, se dá de várias formas. Pode ser num bilhetinho escrito na sala de aula para a pessoa que você gosta, do beijinho no rosto, no segurar de uma mão, enfim. O que importa, é que nesses atos, o amor há de ser a base, para ter sentido.

Se não faz sentido, não há intelecto e muito menos inteligência.


Um forte abraço para todos.


Mario de Carvalho.

sexta-feira, 15 de julho de 2011

A Isis, um Coração

Este é um presente que a sacerdotisa traz diante da Senhora do Desejo do Coração, Deusa do Coração de Isis: uma oferenda de invocação do meu próprio coração.

My heart in your hands


O que eu deveria oferecer a minha Deusa Aset a não ser o que é só meu para dar? O que oferecer senão meu coração?

Eu meu coração, eu sou. Em meu coração, eu existo. Em meu coração, eu vivo. O que eu fiz, quem amei, como falhei, como triunfei – tudo está em meu coração. Cada ato, cada pensamento tece o vaso do meu coração. Em todas as minhas imperfeições e perfeições, fui eu que teci meu próprio coração. Eu uni cada ponto. E eu comecei a tecê-lo no dia que eu nasci.

Este coração que é meu sabe o que está nele. E isso, ISSO, é o que eu ofereço a Você, Isis: meu coração e tudo que ele contém. É o desejo do meu coração que ele pertença a Você.

Ouça, Aset, as palavras do coração: “Eu sou oferecido a Isis pois sou o trono de Seu poder, amor, sabedoria e magia sagrada. Eu sou aquele lugar que, ao entrar, faz-se uma jornada para o Most Self – transcende o Self e se torna No Self e All Self. Eu sou o Portal da transformação. Eu sou a gota pura de orvalho. Eu sou o Coração.”

A Você, Aset, ofereço meu coração e todas as coisas belas e puras. M’den, Iset. Aceite, Aset.


Offerings to Isis - M. Isidora Forrest

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Sem Ela

São 2:13 da manhã e na verdade eu não sei o que eu estou fazendo aqui, já que eu tenho que acordar as cinco para ir para a faculdade. Enfim...

Tem muito tempo que eu não posto alguma coisa aqui, porque tem muito tempo que eu não falo com a Deusa. Eu acho que me perdi dela. Às vezes acho que ela me esqueceu. Tem muito tempo desde a minha última oferenda também. 

Pior do que achar que ela me esqueceu é eu achar que eu a esqueci. Não conversamos tem muito tempo mesmo. Também nem tenho tentado. Ela também não me procurou mais, se o fez não percebi. Fico pensando se eu me perdi de seu caminho. Ou que por algum motivo não tenha mais tanta necessidade dela assim. Mas não... creio que não seja isso, sinto que tem algo faltando. Olho para o meu altar, e encaro a Deusa por minutos, talvez esperando que ela vá me dizer alguma coisa. Mas não. Não há nada. 

Minha vida amorosa está bem, pelo menos por enquanto e assim espero que continue. Tenho um filho maravilhoso. Enfim. Acredito que eu não tenha mais algo para pedir para ela. A não ser que ela volte a ficar perto de mim, pois existem momentos como esses, em que eu não durmo, e que eu infelizmente penso (o que vem a ser um fardo praticamente todas as vezes, não gosto de pensar.) em coisas que me rodeiam e sempre vem algo me dizendo que ainda assim falta alguma coisa. 

Neste momento eu me sinto só. Completamente só. Mas ainda sei desenhar sorrisos quando é necessário. Quanto menos perguntas, melhor, um sorriso sana todo o enfado de ter que dar satisfações das quais nem eu sei se cabem a mim dar. 

O contato com as pessoas diminuiu drasticamente. Não tenho achado assunto para conversar com mais ninguém, e Aset também está na lista. Por que?

Eu queria poder achar alguma razão, alguma lógica para que eu tenha me distanciado dela. Para que eu tenha ficado em silêncio entre eu e a mãe. 

Minha fé por ela, é inabalável e isso é bom. Pelo menos isso... Mas sinto falta quando eu a sentia o tempo todo. 

E agora neste momento ela me diz, que a resposta eu sei. Que respota? Para qual pergunta? Se eu não tenho nada para dizer, o que é que eu tenho para ouvir?

Silêncio da Deusa muitas vezes me incomoda. Me deixa sentindo desamparado. Não sou forte sempre, não sou suficiente sempre. Posso não precisar de outras pessoas, mas dela sinto que preciso o tempo todo, mesmo que eu não tenha problemas. Mesmo que esteja tudo bem. 

Não quero que a Deusa faça parte da minha vida só quando eu me encontro em apuros ou vivo problemas, acho que de todo mundo Ela é quem eu mais gostaria de compartilhar todas as minhas felicidades. E ainda assim...

Me sinto só...
Me sinto perdido...
Não sei o que falar e muito menos sei o que ouvir...
Sinto falta de Aset.
Muita falta até.